Nova York não está no jornal

Um conhecido jornalista bradou certa vez que ninguém pode ser jornalista em Nova York se não conseguir ler o “New York Times”. O centenário jornal é tão parte de Nova York que arriscaria – ousaria? – dizer que um não existiria sem o outro. Exagero? Não. Não que inexistissem no sentido literal, mas metaforicamente. Um faz parte da alma do outro, como criador e criatura.
O “New York Times”, porém, ficou chato. Talvez já não reflita mais Nova York. A cidade parece estar muito à frente, parece ter aprendido as muitas lições a que foi submetida em toda a sua história. A cidade busca reinventar-se a cada manhã, o jornal esforça-se para se manter (não financeiramente, porque este não deve ser um problema para o NYT; é um esforço para seguir os trilhos da tradição)...

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Sentir o parque (uma outra cidade)

- Não deve nada ao Ibirapuera, disse um amigo.
Não, não é o Ibirapuera. Definitivamente. O clima é outro no Central Park – aquele cinturão verde encravado pelas mãos humanas bem no coração de Manhattan, “a ilha”. Não, não se trata de clima no seu aspecto meteorológico e sim em sua vertente sensorial. Claro que no Ibirapuera também há jovens sozinhas lendo velhos livros, senhoras olhando a paisagem, mães com seus filhos passeando, moças em corpos esculturais fazendo suas corridas matinais, casais de namorados em seus enlaces melosos, turistas com seus guias e mapas tentando se localizar, maridos e esposas com seus cães de todas as raças e tamanhos, árvores, belos gramados, sombra e sol. Nesse aspecto, realmente, talvez o Ibirapuera não deva nada ao Central Park...

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