Plano de viagem 2

Se você gosta de museus e, principalmente, se tem como parte do roteiro algum dos grandes museus do mundo, fique atento: chegar cedo é essencial. MoMa, Metropolitan, Louvre, Prado, National Gallery, Van Gogh Museum... todos estarão sempre lotados, ainda que você esteja no que os agentes de viagem costumam chamar de baixa temporada. Acredite: em 15 minutos, a tal baixa temporada poderá se transformar num transtorno.
Numa recente viagem, eu e um amigo percebemos esse fenômeno a tempo de alterar o roteiro em todos os dias em que reservamos visitas a museus. Foi essencial. Em alguns casos, apenas chegar cedo não bastou. Era preciso tirar vantagem disso. No Louvre, por exemplo, tão logo entramos, decidimos correr para ver todas as grandes atrações básicas – uma lista que incluía a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo e a Monalisa. Deu certo.
Por curiosidade, voltamos posteriormente a essas atrações. E nos divertimos. Em meio à multidão, parecíamos dois alienígenas pouco interessados em ver a Monalisa. Naquela hora, queríamos mesmo é ver a muvuca (que você também pode ver na foto acima).

PS: para chegar cedo e aproveitar bem os museus, é necessário saber o horário de abertura. Confirme em guias e nos sites oficiais para não ter problemas. Lembre-se: uma hora fará toda a diferença. No único museu em que entramos “fora do horário”, imaginávamos que o fechamento seria às 18h. Fizemos a visita nesse ritmo. Eis que 17h15 o sistema de som informou que o museu fecharia em 15 minutos. Foi uma correria – e o pior é que tínhamos deixado o melhor para o fim. Pois é, um erro estratégico e o Museu D'Orsay deixou aquele gostinho de “quero mais”.

Amsterdã sem tulipas

Amsterdã é a cidade dos canais - os gracht. Qualquer nome que termine em "gracht" significa que se refere a um canal. Também é a cidade das prostitutas nas vitrinas, das drogas, etc, etc, etc. Tudo isso é um pouco verdade (um pouco porque essa questão das drogas não é exatamente aquela farra que todos pensamos que é).
Embora os canais sejam realmente encantadores, dão um ar diferente à cidade; embora as prostitutas nas vitrinas sejam algo inusitado, estranho; embora existam efetivamente bares que vendem maconha, não foi nada disso que mais me chamou a atenção. Foram as bicicletas. Eu já sabia que elas eram um meio de transporte em Amsterdã; ainda assim, confesso que me surpreendi em como elas estão inseridas na vida do cidadão. Era curioso ver pela manhã pais saindo de casa para o trabalho em bicicletas, levando nas cestinhas os filhos para a escola.
Um outro fato me chamou a atenção. Um "não-fato". Tinha uma expectativa enorme para ver as tulipas. Encontrei-as em jardins de outras cidades - Lisboa, Madrid, Londres, Paris... Não em Amsterdã. Pode ser que não tenha procurado no lugar certo, olhado na direção certa, mas na terra das tulipas esperava esbarrar nelas a cada esquina. Não foi assim. Não vi tulipas em Amsterdã. Não vi tulipas na Holanda... É certo que as circunstâncias fizeram com que deixasse de alugar um carro para ir até Keunkenhoff, onde há um campo de flores, mas ainda assim cruzei o país de trem e nos campos havia apenas... verde. Foi uma decepção!
Apesar disso, Amsterdã é bela, única, os canais são encantadores, as prostitutas na vitrina são uma cena inusitada e a maconha... bem, deixa para lá...