Amsterdã sem tulipas

Amsterdã é a cidade dos canais - os gracht. Qualquer nome que termine em "gracht" significa que se refere a um canal. Também é a cidade das prostitutas nas vitrinas, das drogas, etc, etc, etc. Tudo isso é um pouco verdade (um pouco porque essa questão das drogas não é exatamente aquela farra que todos pensamos que é).
Embora os canais sejam realmente encantadores, dão um ar diferente à cidade; embora as prostitutas nas vitrinas sejam algo inusitado, estranho; embora existam efetivamente bares que vendem maconha, não foi nada disso que mais me chamou a atenção. Foram as bicicletas. Eu já sabia que elas eram um meio de transporte em Amsterdã; ainda assim, confesso que me surpreendi em como elas estão inseridas na vida do cidadão. Era curioso ver pela manhã pais saindo de casa para o trabalho em bicicletas, levando nas cestinhas os filhos para a escola.
Um outro fato me chamou a atenção. Um "não-fato". Tinha uma expectativa enorme para ver as tulipas. Encontrei-as em jardins de outras cidades - Lisboa, Madrid, Londres, Paris... Não em Amsterdã. Pode ser que não tenha procurado no lugar certo, olhado na direção certa, mas na terra das tulipas esperava esbarrar nelas a cada esquina. Não foi assim. Não vi tulipas em Amsterdã. Não vi tulipas na Holanda... É certo que as circunstâncias fizeram com que deixasse de alugar um carro para ir até Keunkenhoff, onde há um campo de flores, mas ainda assim cruzei o país de trem e nos campos havia apenas... verde. Foi uma decepção!
Apesar disso, Amsterdã é bela, única, os canais são encantadores, as prostitutas na vitrina são uma cena inusitada e a maconha... bem, deixa para lá...

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