Aeroportos, rostos e destinos

Todos os dias é um vai e vem

a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo trem da partida
A hora do encontro
é também despedida...
(Encontros e despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brant)

Tenho apreço por aeroportos. Mais que isso, atração mesmo! Isso está ligado ao meu espírito – como bom sagitariano, aventureiro e livre. Chama-me a atenção aquela movimentação de pessoas indo e vindo, aqueles rostos na expectativa da viagem dos sonhos, do primeiro vôo, de apenas mais um vôo, rostos felizes, rostos cansados.
Na verdade, o que me atrai é imaginar as histórias que cada rosto esconde. É incrível imaginar que todos ali, juntos naquele instante, estarão daqui a pouco em lados quem sabe até opostos, como na Inglaterra e na África do Sul. Cada rosto tem um destino, cada destino tem uma história – e é nisso que penso sempre que estou num aeroporto aguardando aquelas horas intermináveis até o embarque. Para onde irá aquele jovem? O que fará aquele casal em Frankfurt? “Última chamada para o vôo TP 1845 com destino a ‘Geneve’”, diz o sistema de som. “Geneve!” Um dia irei para “Geneve”, penso.
Sim, os aeroportos são locais encantadores. Conseguem unir pessoas de todos os cantos do mundo (ora, se a Terra é redonda, quem inventou esse negócio de cantos?). Há vôos partindo para Manaus, Curitiba, Nova York, Tóquio, Lisboa e Frankfurt. A cada minuto, uma decolagem, vidas subindo rumo aos seus destinos. A cada minuto, uma aterrissagem, vidas chegando em seus destinos. Vidas indo, vidas vindo, aeroportos... E pensar que daqui a pouco eu estarei em Paris...

PS: qualquer hora escreverei sobre alguns aeroportos específicos.

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