Doces lembrancinhas


Dizem que uma coleção, qualquer tipo de coleção, prende-nos ao passado. Faz sentido. Afinal, só é possível colecionar coisas que existiram, que têm alguma história, algum significado. Pois eu tenho fascínio por souvenir. E os coleciono. Tenho consciência de que me faz bem esta "prisão" ao passado, pois cada objeto traz à lembrança sempre uma viagem - ou seja, momentos agradáveis. Ou quando são presentes de amigos, trazem à lembrança pessoas queridas, que lembraram de mim ainda que em terras distantes.
Em casa, tenho um canto específico para colocar os souvenires (ou seriam souvenirs?). São três prateleiras no escritório, repletas de bugigangas. Muitas bugigangas, desde conchas de Porto Seguro até uma Torre Eiffel em miniatura ou um Smurf de Bruxelas. Sinto prazer em olhar para cada um daqueles objetos, alguns dos quais me custaram muito esforço para fazê-los chegar até onde estão, seja porque são grandes, seja porque são quebráveis e exigiram cuidado no transporte.
Não sei quem inventou o souvenir, popularmente chamado de lembrancinha. Pensando bem, o nome popular é mais adequado. Afinal, é isto mesmo que o objeto se propõe a ser, uma lembrancinha. De uma viagem própria ou de um amigo. Alguns têm uma ligação direta com o lugar de onde vieram. A Torre Eiffel em miniatura é um exemplo. Outros, contudo, nada dizem do lugar, mas nos fazem lembrar dele. É o caso da minha lambretinha vinda de Madrid.
São características do souvenir ter um preço acessível e ser encontrado aos montes (este, aliás, é um charme desses objetos). Claro que quando viajo sempre procuro algo diferente, e até resisti recentemente "àquilo que todo mundo tem", mas me entreguei a esta realidade. Pois é justamente a sensação de fazer parte de um determinado grupo, como o dos que foram para Paris e trouxeram uma Torre Eiffel em miniatura, uma das características dessas lembrancinhas.
Ainda não consegui mostrar minha coleção de lembrancinhas aos amigos. Por enquanto, este canto de bugigangas é só meu. Esta postagem ajudará a resolver em parte esta falha. Aos amigos, porém, convido-os para conhecer meus souvenires - e suas histórias, claro (cada um guarda uma história). E também os convido a me ajudar na tarefa de abarrotar este canto de coisas. Para isso, é só lembrar de mim em suas viagens!

2 comentários:

Daniel Donson disse...

Muito interessante esta coleção. É uma maneira de imortalizar as viagens também, não é mesmo? Já que nem sempre voltamos ao lugar de origem dos objetos...

Érika M. disse...

Legal ver que tem uma fotinho da facul no meio dos seus souvenirs. Eles prendem ao passado (dá até uma tristeza, às vezes, mas é uma coisa boa ao mesmo tempo...). Eu estava vendo minhas fotos nesses dias e queria estar lá de novo nos lugares em que já estive.
Vou lembrar do seu cantinho qnd estiver na Noruega, ok? abçs.