Mundo animal

Nas grandes cidades, há sempre atrações consideradas "top", imperdíveis, mas existe também uma gama de atrativos secundários que costumam reservar boas surpresas e garantir bons momentos de diversão. Muitas vezes, locais desse tipo podem ser visitados naquelas horas que nos sobram até a ida para o aeroporto ou algo do gênero.
Foi o que ocorreu durante uma estadia em Washington D.C., a capital dos Estados Unidos. Restava-me meio dia antes da partida e lembrei de um zoológico que vi perto do hotel durante uma caminhada. Decidi conhecê-lo - ainda que com certa resistência dos amigos que me acompanhavam. Como eu esperava, o National Zoo revelou-se um agradável passeio. Era manhã de domingo e o parque estava lotado. Mais tarde, já na saída, descobri que se comemorava ali o dia do imigrante latino - ou algo assim.
Tão interessante quanto a presença humana, sempre uma experiência enriquecedora, principalmente quando se está conhecendo outra cultura, o zoológico tinha novidades também no mundo animal (ok, eu sei que nós, humanos, também somos animais, mas você entendeu o que eu quis dizer). Assim que entrei, vi uma placa indicando o recito do urso panda. Fiquei entusiasmado! Eis a surpresa que me aguardava. Mal acreditei quando me vi ali, frente a frente, com uma das espécies mais raras e bonitas do mundo: o urso panda e suas tradicionais cores preto e branco. Dormia tranquilamente, ignorando a presença de todos a observá-lo.
No zôo havia também o temido dragão de Komodo, existente apenas numa pequena ilha da Indonésia. Sem contar os leões e onças expostos em recintos abertos, separados do público apenas por um fosso com água. Naturalmente, aquilo era meticulosamente medido para segurança dos visitantes. Ou não? Bem em frente havia uma espécie de caixa de força. E um recado: em caso de necessidade, quebre a porta e pegue a arma. Arma? Melhor não pensar muito...


Em Atlanta, as surpresas vieram do Georgia Aquarium. Obviamente, esperava encontrar tubarões diversos e tantos outros peixes, mas não pensei que veria o maior de todos, o tubarão-baleia. Eram quatro, capturados bem longe dali, em Taiwan, entre 2005 e 2006. Do mar até o aquário, viajaram entre 31 e 36 horas. Nadavam calmamente em longos círculos, no gigantesco tanque central, separados de nós por um espesso acrílico de 60 centímetros.
Os tubarões-baleia são o grande destaque do aquário. Gigantes dos mares, com suas bocas assustadoras, pela qual se alimentam de plânctons. Gigantes inofensivos. São dos mais calmos dos peixes.
O aquário de Atlanta chama atenção também pelos tanques de contato, nos quais os visitantes podem tocar muitas espécies, como estrelas e pepinos do mar ou arraias e tubarões. Sim, é possível tocar um tubarão de verdade. Confesso que dá um pouco de medo, mas é uma experiência incrível! Eles são lisos e extremamente ágeis. Movem-se e mudam de rumo numa velocidade espetacular.
As belugas, espécie de baleia de cor branca, brincalhonas e muito inteligentes, também merecem uma observação atenta. No tanque escuro, que realça a brancura da pele e confere a ela um brilho especial, as belugas dançam como crianças. Um verdadeiro balé aquático. Soltam bolhas de ar numa forma já conhecida de comunicação.

 









Outro aquário que merece uma visita é o de Lisboa. Estive lá apenas na segunda vez em que fui à capital portuguesa, afinal era uma atração secundária. Contudo, vale a pena! É um dos maiores e mais modernos da Europa, instalado na revitalizada região do Parque das Nações, que sediou a Exposição Internacional de 1998.
O grande destaque é o tanque central e suas centenas, talvez milhares, de espécies. De pequenos cardumes a tubarões, passando por um peixe grande, feioso, que mais parece uma pedra nadadora. Exibem-se todos num verdadeiro desfile. É a vida marítima se mostrando em todo o seu esplendor para deleite de crianças, jovens e adultos.
Agora, então, se sobrar um tempinho em sua viagem, você já sabe onde pode se divertir – e aprender!



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