"Love all, serve all"

Há marcas que assumem uma força tamanha que acabam por se transformar em símbolos de uma nação. Seja na área de alimentos, com refrigerantes, cafés e bebidas, seja na área de tecnologia, com computadores e softwares. Uma dessas marcas, surgida em 14 de junho de 1971 em Londres, na Inglaterra, criada por dois norte-americanos, espalhou-se pelo mundo para deleite de quem curte o “american way of life”. Mais do que simplesmente uma refeição um ou “happy hour”, o Hard Rock Cafe proporciona uma experiência!
Algumas qualidades são características de todos os seus restaurantes, estejam onde estiverem: a meia-luz (ainda que seja dia), a decoração com objetos de ícones do pop e rock mundial, o atendimento animado e personalizado, os lanches de estilo “yankee” (ou seja, um hambúrguer gigante, picles e muita batata frita), cerveja e drinques na medida e, claro, muita música. Para quem curte o chamado barzinho, é o lugar ideal. Em Nova York ou Madrid, em Miami ou Veneza - a rede está presente em mais de 50 países, somando 150 unidades diversas.
A marca é tão forte que as lojinhas anexas aos cafés estão sempre cheias de turistas ávidos pelas tradicionais camisetas brancas com a logomarca da rede e outras tantas peças e penduricalhos que trazem o slogan “Love all, serve all” (algo como “amar a todos, servir a todos”). Virou “cult”, depois grife e agora é quase um clichê desfilar por aí com uma camiseta ou blusa do Hard Rock Cafe. Ainda assim, milhares de pessoas fazem isso todos os dias mundo afora.
Confesso que sou fã da rede. Não há bar que eu tenha ido onde não tenha vivido uma experiência ímpar. Sozinho ou acompanhado, estar no Hard Rock é sempre uma delícia! Por isso, sempre que viajo procuro saber se há uma unidade da rede na cidade de destino. Eu as encontrei em Lisboa, Madrid, Amsterdã, Veneza, Nova York, Washington D.C., Atlanta, Filadélfia, Miami e Key West. Em todas, o mesmo clima divertido, misturando na medida certa um tom intimista com algo coletivo, uma sensação única de pertencimento. Uma mistura de gente de todos os tipos, idades e classes sociais, outra de suas marcas características desde a fundação. Algo, aliás, tipicamente rock’n’roll.
Foi também no Hard Rock que tive encontros memoráveis. Lá estavam John Lennon com seu manuscrito de “Imagine”; Tina Turner com seu inconfundível microvestido; Queen e o anúncio de um show em setembro de 1980 no Madison Square Garden, em Nova York; Led Zeppelin, Frank Sinatra e tantos outros... Não há astro do pop/rock mundial que não esteja em alguma parede de algum Hard Rock. Astros de ontem e de hoje – e, com certeza, os de amanhã. Em fotos, discos, LPs e CDs, partituras, letras, cartazes, roupas e instrumentos musicais (a parede de guitarras na unidade de Times Square, em Nova York, é fenomenal!). São cerca de 70 mil peças, que rodam de restaurante em restaurante, constituindo uma verdadeira “história visual” do rock, como define a própria rede.
Sei que para muitos o Hard Rock é apenas mais uma marca, um restaurante sem personalidade, igual em todo o mundo. Respeito os que pensam assim, mas posso garantir: eles estão perdendo bons momentos de diversão! Ser igual em todos os lugares é a força de seu estilo. A isso, soma-se um toque de identidade local, como a cerveja (da tradicional Budweiser nos EUA à Sagres em Lisboa, por exemplo), o idioma, o estilo arquitetônico (em Key West, o bar assume as características típicas dos imóveis caribenhos) e as músicas locais (que, claro, alternam-se na “play list” junto dos clássicos).
Até o Brasil já apareceu no toca-discos do Hard Rock. Foi em Nova York. De repente, sentimos – dois amigos e eu – alguma familiaridade com os primeiros acordes da música. Logo veio o “Mas que nada, sai da minha frente eu quero passar...”. Sim, um toque de samba – na composição de Jorge Ben Jor – invadiu o bar do rock pesado. Para nossa animação (e a de tantos outros que curtiam o clima diferenciado do Hard Rock Cafe naquela noite de 12 de setembro de 2007).





PS: a “memorabilia” do Hard Rock, com as peças ligadas ao mundo do rock, pode ser conferida na Internet. É só clicar aqui. A coleção inclui peças raras como uma guitarra de Jimi Hendrix, manuscritos de John Lennon e um bustiê de Madonna.

Em tempo: embora tenha surgido na Inglaterra, a rede possui características tipicamente norte-americanas, daí o “american way of life” citado no texto.

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