NY em verso & prosa (e imagens)

Não sei como
Pode parecer tão miraculosa e viva
Uma pele orgânica para uma pilha de cubos de ar

Mutável, delicada, descartável, feia, misteriosa
(sete andares só de janelas de banheiro)
compacta: um homem dormindo, uma mulher cortando alho fininho sobre o óleo
(que fedor, que cheiro maravilhoso)
brotam chaminés, tubos, ventiladores, antenas tensas...
o cinza cartilaginoso é parte de uma ponte,
aquele hangar de rede numa cobertura é um teto sob o qual se joga.
Mas por que uma escada de metal há de subir, ereta,
aspirando ao céu, cinco degraus acima de um patamar
para o nada?
(“An east window on Elizabeth Street”, por Schuyler, IN: Edmund White, “City Boy – Minha Vida em Nova York”, p. 49)


"Todo mundo paga pelo ar e pela luz do sol (...)."
(Gay Talese, "Nova York é uma cidade de profissões estranhas", IN: "Fama & Anonimato", p. 90)




"Acontecem coisas em Nova York que provavelmente não acontecem em nenhum outro lugar."
(Gay Talese, "Nova York é uma cidade de anônimos", IN: "Fama & Anonimato", p. 57)


"E por aí vai, dia após dia em Nova York; as pessoas só têm uma coisa a dizer umas às outras." 
(Gay Talese, "Nova York é uma cidade de anônimos", IN: "Fama & Anonimato", p. 52)


  

"Quem diabos olha para cima nesta cidade?"
(Gay Talese, "Nova York é uma cidade de coisas que passam despercebidas", IN: "Fama & Anonimato", p. 35)



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