Uma cidade que sempre se reinventa

Orlando vive se reinventando. Uma necessidade para quem bateu o recorde de turistas nos Estados Unidos em 2014 – foram 62 milhões de visitantes (seis milhões deles brasileiros). Para muitos destinos, reinventar-se soaria como um fardo. Não para a terra pantanosa que “passou a existir” em 1971 depois que Walt Disney decidiu construir ali seu novo mundo encantado.
A mais recente invenção da cidade atende pelo nome de I-Drive 360. O nome traz uma referência à famosa rua que é o coração da cidade, a International Drive. Trata-se de um novo – bonito e florido – complexo de lazer que inclui um aquário (o SeaLife) e uma filial do famoso museu de cera Madame Tussauds.
A principal atração, porém, é a enorme roda-gigante (sim, uma redundância) convenientemente chamada de Orlando Eye. São 30 cabines, com capacidade para 15 pessoas cada, que roda até atingir uma altura de 120 metros. O trajeto dura cerca de vinte minutos - ou seja, a velocidade é bem suave, quase imperceptível (uma boa notícia para os que têm medo de altura).
Inspirada, claro, na London Eye, um sucesso há 15 anos na capital inglesa, a versão “orlandesa” oferece uma visão de toda a espalhada cidade de 400 mil habitantes – o que inclui uma grande área verde e alguns prédios. A parte mais bonita é a dos lagos.
Para quem, como eu, esperava avistar os famosos parques da região, uma má notícia: não dá para ver nada que possa ser identificado como sendo o castelo da Cinderela do “Magic Kingdom” ou o globo gigante do Epcot Center. Antes do embarque, um filme 4-D (um 3-D com efeitos especiais) leva o turista para uma viagem pela região. Um aperitivo para a jornada real que virá a seguir.


   

 


 



A área – inaugurada na primavera de 2015 – também conta com bares, restaurantes, lojas e uma arena de shows.
A Orlando Eye – que, por seu protagonismo, passou a denominar informalmente o complexo – não é atração imperdível na cidade onde a magia de Walt Disney e das telas do cinema predomina. É, contudo, uma boa atração para servir como refresco para a agitação dos parques. E, não custa dizer, uma novidade – o que é sempre um bom motivo para voltar a Orlando...

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Os parques da região, por força da concorrência e até mesmo para se renovar, estão sempre lançando atrações. Uma lógica válida até para quem sempre esteve no topo dos sonhos de crianças e adultos: o “Magic Kingdom” (Reino Mágico, o parque principal do complexo Disney). Em maio de 2014, a “Terra da Fantasia” (“Fantasyland”, uma das áreas temáticas do parque) ganhou uma novidade: a Mina dos Sete Anões. Trata-se de uma montanha-russa bem moderada que simula o trem da mina dos homenzinhos que acompanham Branca de Neve.
Na fila, que costuma ser longa, uma série de atividades divertem os visitantes. A mais legal é girar as pedras preciosas da mina que, iluminadas, funcionam como um grande caleidoscópio, projetando no teto uma profusão de desenhos coloridos. O segredo, porém, é girar as pedras bem rapidamente porque aí os desenhos vão se juntando até surgir um dos anões.




No complexo Universal Studios-Island of Adventure, a grande atração desde julho de 2014 é o Beco Diagonal. A área destinada a Harry Potter está presente nos dois parques e é ligada pelo Trem Expresso de Hogwarts. Trata-se de um trenzinho tradicional como o de outros parques, mas repleto de mistérios que tornam a curtíssima viagem pura diversão. Não tire os olhos das janelas externa e interna (já que os visitantes ficam em cabines como no filme).
A reprodução da vila de Hogsmeade é uma perfeição e um encanto, até para quem não viu o filme (como eu). Claro que os fãs do bruxinho mais famoso da literatura e do cinema vão descobrir segredos escondidos que tornam a visita muito mais interessante.
Os destaques são dois simuladores: um, no Banco de Gringotts, na Universal, coloca os visitantes numa empolgante fuga; o outro, no Castelo de Hogwarts, no Island, é chamado “A Jornada Proibida”, uma aventura radical em companhia do próprio Harry Potter. 







 





No Sea World, a novidade depois da inauguração da radicalíssima montanha-russa Manta (que faz referência às arraias) é a remodelação da área dos pinguins. Chamada "Antártica: Império dos Pinguins", a atração inclui uma espécie de carrinho (é possível escolher a versão mais leve ou mais radical) que carrega os visitantes pela trajetória do pinguim Puck. Depois, quando o carrinho para, a visita continua a pé, a uma temperatura de zero grau. É a hora de ver de perto os protagonistas do lugar - cerca de 250 pinguins, de quatro espécies.











 

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